Carregador para frota: pátio, eletroposto público ou os dois
A resposta curta
A recarga de uma frota elétrica tem três arranjos: carregador no pátio da empresa, eletroposto público no caminho ou os dois juntos. O pátio serve ao veículo que volta para a base e fica horas parado. O eletroposto público cobre quem roda o dia inteiro e precisa de carga no meio do turno. Em qualquer arranjo, a gestão da frota precisa do consumo medido em cada sessão.
Para quem gere frota de entrega, serviço ou vendas: como escolher onde os veículos carregam, que potência pedir e o que medir.
Quem eletrifica uma frota descobre cedo que a pergunta não é qual carregador comprar, e sim onde cada veículo vai carregar. A resposta sai da rotina: quantos quilômetros ele roda por dia, se volta para a base e quanto tempo fica parado. Este texto mostra os três arranjos de recarga para frota, como dimensionar o pátio e o que medir para a conta do custo por quilômetro fechar.
Comece pela rotina do veículo
Antes de falar de potência, vale anotar três dados de cada veículo ou grupo de veículos:
- Rodagem diária: quantos quilômetros ele faz num dia normal e num dia de pico.
- Volta à base: se ele termina o dia no pátio da empresa ou na casa do motorista.
- Janela parada: quantas horas seguidas ele fica sem rodar, e em que horário.
Com isso na mão, a frota costuma se dividir em perfis.
| Perfil | Rotina | Arranjo que costuma servir |
|---|---|---|
| Entrega urbana | Roda de dia e dorme no pátio | Carregador AC no pátio, à noite |
| Serviço e vendas | Roda o dia inteiro, longe da base | Eletroposto público no caminho, com o pátio para completar |
| Operação em dois turnos | Para pouco entre um turno e outro | Recarga rápida DC, no pátio ou em eletroposto público |
| Veículo que dorme na casa do motorista | Não volta para a base | Eletroposto público, com recibo de cada sessão |
Carregador no pátio
O pátio é o arranjo mais barato por quilômetro quando o veículo fica muitas horas parado, porque a recarga acontece no tempo que ele já passaria sem rodar. Para isso, um carregador AC pode bastar. Na nossa unidade de Pinhais, por exemplo, o carregador AC é de 22 kW, e a velocidade real depende do carregador de bordo do veículo: vale conferir esse dado na ficha de cada modelo da frota.
Nem todo veículo precisa de um carregador só para ele. Se a frota fica parada a noite inteira, um mesmo ponto pode atender mais de um veículo, em sequência. A conta parte da energia que cada um gasta por dia e da janela parada. Já a operação que roda em dois turnos não tem essa folga, e aí o pátio pede recarga rápida DC.
O limite do pátio quase sempre é a energia, não o carregador. Antes de comprar o equipamento, confira quanta potência sobra na entrada de energia e se a distribuidora vai precisar fazer obra. A ABVE aponta que o gargalo do setor hoje está no prazo e nas condições de conexão de uma nova carga à rede, tema de uma consulta pública da ANEEL sobre as regras de conexão (levantamento da ABVE com a plataforma Tupi). Na mesma publicação, a associação cita a expansão da eletrificação em frotas corporativas e logísticas entre os motores do crescimento da recarga rápida.
Eletroposto público
O eletroposto público resolve dois casos: o veículo que precisa de carga no meio do turno e a frota que ainda não tem carregador próprio. Ele permite começar sem obra no pátio e, de quebra, mede o consumo real da operação antes de qualquer investimento.
Para frota, três coisas pesam no eletroposto público:
- Horário: frota que roda de madrugada ou no fim de semana precisa de ponto aberto nessas horas. Na nossa rede, Pinhais e Boqueirão abrem 24 horas.
- Potência: no meio do turno, o tempo parado custa dinheiro, então a recarga rápida DC é a que serve. As nossas unidades têm carregador DC com conector CCS2, de 60 kW em Pinhais e de 80 kW no Boqueirão.
- Comprovante: cada recarga precisa virar um registro que o financeiro aceite. Nos nossos pontos, a energia é cobrada por kWh medido, com recibo de cada sessão.
Todas as unidades, com endereço e horário, estão em pontos de recarga. O efeito da troca no custo por quilômetro está em carro elétrico para frota e empresa.
Os dois juntos
A maioria das frotas acaba no meio: o pátio faz a recarga de rotina, à noite, e o eletroposto público cobre o dia que saiu do roteiro. O arranjo misto também ajuda a dimensionar o pátio. Em vez de comprar potência para o pior dia do ano, a empresa compra para o dia normal e usa a rede pública para o resto.
O que medir
Frota se gere por número. Para que a recarga entre no custo por quilômetro, cada sessão precisa registrar:
- Energia entregue, em kWh.
- Veículo ou motorista que carregou.
- Ponto e horário da recarga.
- Valor pago, quando a recarga é fora do pátio.
Sem esse registro, a energia do pátio vira uma linha só na conta de luz da empresa, e ninguém sabe qual veículo gastou quanto. Ao escolher o carregador do pátio, pergunte como o sistema guarda e exporta esse dado.
Antes de decidir, confira
- Rotina: rodagem diária, volta à base e janela parada de cada perfil da frota.
- Energia: potência disponível na entrada, necessidade de obra da distribuidora e prazo de ligação.
- Vagas: quantas vagas de recarga cabem no pátio sem atrapalhar a manobra dos veículos.
- Segurança: desde fevereiro de 2026 vale uma diretriz nacional dos Corpos de Bombeiros para pontos de recarga, com parâmetros de projeto e vistoria, segundo a ABVE.
- Rede pública: eletropostos no trajeto, com horário e potência que atendam a frota.
Se a empresa também quer abrir os carregadores do pátio para clientes ou para o público, o desenho muda: veja eletroposto no estacionamento e recarga para clientes: cobrar ou dar de cortesia. Quem passa a cobrar a recarga de terceiros precisa pensar em nota fiscal e imposto, e o blog da Velquia explica isso a partir de um ponto em casa: eletroposto em casa e a cobrança de recarga de terceiros.
Onde a Elektro Charge entra
Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Para frotas e logística, a gente faz a recarga dos veículos da operação, com o consumo medido em cada sessão e uma equipe que cuida dos pontos. Se a empresa já tem carregador no pátio e quer saber se cabe outro arranjo, essa é uma pergunta para a conversa: conte como ele opera hoje.
Vai eletrificar a frota?
Conte quantos veículos são, quanto rodam e onde dormem. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.
Falar sobre a minha frota →Perguntas frequentes
Qual o melhor carregador para frota de veículos elétricos?
Depende da rotina do veículo. Quem volta para a base e passa a noite parado costuma resolver com carregador AC no pátio. Quem roda o dia inteiro ou trabalha em dois turnos precisa de recarga rápida DC, no pátio ou em eletroposto público no caminho.
Preciso de um carregador por veículo?
Não necessariamente. Se os veículos ficam parados por horas, um mesmo carregador pode atender mais de um ao longo da noite. A conta parte da energia que cada veículo gasta por dia e da janela em que ele fica parado.
Dá para eletrificar a frota sem carregador próprio?
Dá para começar assim. Eletropostos públicos abertos 24 horas atendem a recarga de rotina sem obra no pátio, e servem para medir o consumo real da frota antes de decidir pelo investimento.
Como saber quanto cada veículo da frota consumiu?
Pelo registro de cada sessão: energia em kWh, horário, ponto e valor. No eletroposto público, cada recarga tem recibo. No pátio, o sistema do carregador precisa guardar esse dado por veículo ou por motorista.
A Elektro Charge atende frotas?
Sim. Para frotas e logística, a recarga dos veículos da operação tem o consumo medido em cada sessão e uma equipe que cuida dos pontos. O contato é pelo formulário do site, com a opção Recarga para a minha frota.

