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Por Negócios7 min de leitura

Eletroposto no estacionamento: três formas de ter um

A resposta curta

Há três formas de ter um eletroposto no seu estacionamento: ceder a vaga para uma empresa que instala e opera o ponto, investir no carregador e operar por conta própria, ou investir e passar a operação para uma gestora. A escolha depende de quem paga o equipamento, de quem vai cuidar do ponto no dia a dia e do tempo que o motorista passa no seu espaço.

Para donos de estacionamento, loja, restaurante e pátio de empresa: quem investe, quem opera e o que conferir antes.

Um estacionamento já tem o que um eletroposto precisa para começar: vagas e um lugar onde as pessoas param. O que muda de um caso para outro é quem compra o carregador e quem cuida dele depois. Este texto compara as três formas de ter um ponto de recarga no seu espaço, indica o tipo de carregador para cada estacionamento e lista o que conferir antes de escolher.

Por que o estacionamento combina com recarga

Uma recarga não é instantânea: o motorista fica parado enquanto o carro carrega. No estacionamento, esse tempo já existe. Ele faz compras, almoça, trabalha ou espera alguém, e o carro carrega no mesmo intervalo. Quem dirige elétrico planeja onde vai carregar, e entre dois lugares parecidos escolhe o que resolve a recarga.

Os números da ABVE apontam na mesma direção. Em agosto de 2026 o país tinha 29.866 pontos de recarga públicos e semipúblicos, e a base de recarga lenta (AC) cresceu 41,8% em 12 meses. A associação descreve o AC como a infraestrutura de uso cotidiano de condomínios, escritórios, estacionamentos de longa permanência e frotas (levantamento da ABVE com a plataforma Tupi).

As três formas

1. Ceder a vaga

Uma empresa de recarga instala o carregador no seu espaço, opera e cuida do ponto. Você entra com a vaga, e o equipamento e a instalação ficam com a empresa. É a forma que pede menos do seu caixa e do seu time. Em troca, as decisões de equipamento, preço e operação ficam com quem opera, e o que cabe a cada lado vai para um acordo por escrito.

Na Elektro Charge, esse é o modelo das parcerias: você cede a vaga, e a gente instala, opera e mantém o ponto, com parceiros de engenharia.

2. Investir e operar sozinho

Você compra o carregador, paga a obra e fica com o ponto. O trabalho também fica com você: acompanhar se o carregador está funcionando, atender o motorista que não consegue iniciar a recarga, definir preço e horário e conferir o repasse do meio de pagamento. Funciona quando alguém do seu time tem tempo para isso. Os números que decidem se a conta fecha estão em quanto rende um eletroposto, e as perguntas antes da compra, em eletroposto vale a pena?. Para comparar esse caminho com a franquia e com montar contratando a gestão, o blog da Velquia traz seis critérios: franquia de eletroposto ou montar sozinho, qual escolher.

3. Investir e passar a gestão

Você compra o carregador e entrega a operação a uma empresa especializada. O equipamento é seu. O monitoramento, o suporte ao motorista, o ajuste de preço e a conferência do repasse ficam com a gestora. Serve para quem quer ser dono do equipamento sem montar uma equipe para ele, e também para quem já tem um carregador que fatura pouco.

É o que fazemos na gestão de eletropostos: o ponto entra na mesma plataforma em que operamos a nossa rede.

Tema Ceder a vaga Operar sozinho Passar a gestão
Quem compra o carregadorA empresa de recargaVocêVocê
Quem acompanha o pontoA empresa de recargaVocêA gestora
Quem atende o motoristaA empresa de recargaVocê ou o seu timeA gestora
Preço e horárioDefinidos por quem operaDefinidos por vocêCombinados no acordo
Trabalho do seu timeCeder e manter a vaga livreO dia a dia do pontoAcompanhar o relatório

Que carregador para cada estacionamento

A potência acompanha o tempo de parada.

  • Parada curta (posto de combustível, conveniência, parada de estrada): recarga rápida DC, para o carro sair com carga útil no tempo de uma pausa.
  • Parada média (centro comercial, atacarejo, restaurante): DC ou AC, conforme o tempo que o cliente costuma ficar.
  • Parada longa (hotel, escritório, pátio de empresa, estacionamento de longa permanência): AC pode bastar, porque o carro fica horas.

Na nossa rede há exemplos dos dois primeiros casos. A unidade do Boqueirão, em Curitiba, fica dentro do Auto Posto Ilha Bela, e a de Araquari, no estacionamento do Multi Space. As duas têm recarga rápida DC com conector CCS2. A diferença entre os dois tipos de recarga está em carregamento rápido ou lento, e todas as unidades estão em pontos de recarga.

Pátio de empresa e frota

Para a empresa com carros elétricos, o pátio é um estacionamento de longa permanência: o carro carrega enquanto fica parado entre um turno e outro. O que muda é a cobrança. Em vez de vender recarga ao público, a empresa quer saber quanto cada veículo consumiu, e isso pede consumo medido em cada sessão. Para a frota que roda o dia inteiro, o pátio pode ser combinado com recarga rápida em eletroposto público no caminho. O efeito no custo por quilômetro está em carro elétrico para frota e empresa.

Antes de decidir, confira

  • Energia: quanta potência sobra no quadro e na entrada de energia, e se a distribuidora precisa fazer obra. É isso que define o carregador possível.
  • Vaga: acesso fácil para quem chega de carro, sinalização e uma posição que não atrapalhe a circulação do estacionamento.
  • Segurança e vistoria: desde fevereiro de 2026 vale uma diretriz nacional dos Corpos de Bombeiros para pontos de recarga, com parâmetros de projeto e vistoria, segundo a ABVE.
  • Uso do ponto: aberto ao público, só para clientes ou só para a frota. Isso muda o horário, a cobrança e o atendimento.
  • Acordo: prazo, condições, de quem são os dados das sessões e o que acontece se uma das partes quiser sair. Tudo por escrito, antes da obra.

Onde a Elektro Charge entra

Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Para quem tem o espaço e prefere não investir, há as parcerias. Para quem já tem o carregador, há a gestão de eletropostos: estudo de ponto, energia mais barata, monitoramento com IA, suporte ao motorista 24 horas e repasse conferido todo mês. E para quem ainda vai investir, o estudo analisa o local, a potência disponível, o custo e o retorno antes da compra.

Já tem um carregador no seu estacionamento?

Conte onde ele está e como opera hoje. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.

Conhecer a gestão de eletropostos →

Tem a vaga e prefere não investir?

Mande a localização e uma foto do lugar. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.

Quero um ponto no meu espaço →

Perguntas frequentes

Como ter um eletroposto no meu estacionamento?

Há três formas: ceder a vaga para uma empresa que instala e opera o ponto, investir no carregador e operar por conta própria, ou investir e passar a operação para uma gestora. A escolha depende de quem paga o equipamento e de quem vai cuidar do ponto no dia a dia.

Preciso investir para ter um carregador no meu espaço?

Não necessariamente. Quando você cede a vaga, a empresa de recarga instala e opera o ponto. Investir faz sentido para quem quer ser dono do equipamento, e aí a operação pode ficar com você ou com uma gestora.

Carregador rápido ou lento para estacionamento?

Depende do tempo de parada. Em posto, conveniência e parada de estrada, a recarga rápida DC faz sentido. Em hotel, escritório, pátio de empresa e estacionamento de longa permanência, onde o carro fica horas, um carregador AC pode bastar.

Posso cobrar pela recarga no meu estacionamento?

Pode. A ANEEL permite que qualquer interessado faça recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preço livremente negociado (Resolução Normativa nº 1.000/2021, Capítulo V). O ponto também pode ser só para clientes ou só para a frota.

A Elektro Charge atende estacionamento de empresa e frota?

Sim. Para frotas, a recarga dos veículos da operação tem o consumo medido em cada sessão e uma equipe que cuida dos pontos. Para quem tem a vaga, há as parcerias, e para quem já tem o carregador, a gestão.

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