Recarga para clientes: cobrar ou dar de cortesia?
A resposta curta
A recarga de cortesia vale quando traz um cliente que consome e o custo da energia cabe na margem desse consumo. Cobrar por kWh vale quando o ponto atrai gente que não é cliente ou quando a conta de luz começa a pesar. Há caminhos no meio, como cortesia só para quem consome ou desconto para cliente. A ANEEL permite cobrar a recarga com preço livremente negociado.
Para donos de hotel, restaurante, loja e centro comercial: o que a cortesia custa de verdade e como decidir.
Muito estabelecimento instala um carregador pensando em oferecer a recarga como cortesia: o cliente carrega enquanto almoça, compra ou dorme, e volta mais vezes. Às vezes funciona. Outras vezes a conta de luz sobe, a vaga passa o dia ocupada por quem não entra na loja, e o carregador vira custo. Este texto mostra o que a cortesia custa, quando ela compensa e quando cobrar faz mais sentido.
O que a cortesia custa
A recarga não é de graça para quem oferece. Ela tem três custos:
- Energia: cada kWh que vai para o carro entra na conta de luz do estabelecimento, na tarifa que você paga à distribuidora. A conta é simples: energia entregue vezes a sua tarifa por kWh.
- Demanda: se o estabelecimento é atendido em média tensão, a conta também cobra demanda, e um carregador rápido ligado na hora de maior consumo pode aumentar esse valor. Vale ler a sua conta com quem fez o projeto elétrico.
- Manutenção e vaga: o carregador precisa de manutenção, e a vaga ocupada por quem só carrega é uma vaga a menos para quem vem consumir.
Antes de decidir, anote quanto o cliente que carrega costuma gastar no seu espaço e compare com o custo da energia que ele leva. Se a margem do consumo cobre a energia com folga, a cortesia se paga.
Quando a cortesia faz sentido
- Hotel e pousada: o hóspede já pagou a diária, o carro passa a noite parado, e um carregador AC entrega a carga sem pressa. A recarga entra como parte da estadia.
- Restaurante e loja com consumo alto por visita: quando o tíquete médio é bem maior que o custo da energia de uma recarga.
- Lançamento: um período de cortesia ajuda a colocar o ponto no mapa, desde que a data de fim esteja clara desde o começo.
Quem dirige elétrico já sabe que a recarga grátis está ficando rara, e o motivo é justamente esse custo. O panorama do lado do motorista está em recarga grátis em eletroposto.
Quando cobrar faz mais sentido
- O ponto atrai quem não é cliente: se o carregador aparece nos aplicativos de recarga como gratuito, ele chama motorista de fora, que carrega e vai embora.
- A recarga é rápida DC: mais potência significa mais energia por sessão e, com ela, um custo por recarga maior.
- A conta de luz pesa: se a energia do carregador já aparece como uma linha que preocupa, a cortesia deixou de ser detalhe.
- O uso cresceu: o que custava pouco com dois carros por semana custa outra coisa com dez por dia.
Cobrar é permitido. Pela Resolução Normativa nº 1.000/2021, a ANEEL autoriza qualquer interessado a fazer recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preços livremente negociados (ANEEL, veículos elétricos). Referências de preço praticado no país estão em preço do kWh em eletroposto. Como a recarga vira dinheiro, de quem pode cobrar ao que faz um ponto dar lucro, está explicado no blog da Velquia: como funciona um eletroposto, da recarga ao dinheiro.
O meio-termo
| Modelo | Como funciona | Serve para |
|---|---|---|
| Cortesia aberta | Qualquer pessoa carrega sem pagar | Lançamento, com data para acabar |
| Cortesia para cliente | Só quem consome ganha a recarga | Hotel, restaurante, loja com tíquete alto |
| Desconto para cliente | Todos pagam, o cliente paga menos | Ponto que atende público e cliente |
| Cobrança por kWh | O motorista paga a energia que usou | Recarga rápida e ponto aberto ao público |
Qualquer modelo com cobrança funciona sem trabalho para a equipe quando o pagamento é feito no próprio carregador: o motorista inicia a sessão e paga ali, e ninguém precisa liberar ou cobrar. Uma regra que vale em todos: limite de tempo na vaga depois que a carga termina, para o próximo cliente conseguir carregar.
Onde a Elektro Charge entra
Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Nos nossos pontos, a energia é cobrada por kWh medido, com recibo de cada sessão, e o pagamento é feito no próprio carregador. Para quem tem o espaço, há as parcerias: você cede a vaga, e a gente instala, opera e mantém o ponto. Para quem já tem o carregador, a gestão de eletropostos inclui tarifa por horário, como a noturna, guiada pelos dados de uso.
As formas de ter um ponto no seu espaço estão comparadas em eletroposto no estacionamento. Se o seu negócio fica na estrada, veja eletroposto em hotel e restaurante de estrada.
Quer recarga no seu espaço sem pôr a equipe para cobrar?
Mande a localização e uma foto do lugar. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.
Quero um ponto no meu espaço →Perguntas frequentes
Vale a pena oferecer recarga grátis para clientes?
Vale quando a recarga traz um cliente que consome e o custo da energia cabe na margem desse consumo. Deixa de valer quando o ponto passa a atrair quem só carrega e vai embora, ou quando a conta de luz sobe mais que o movimento.
Quanto custa dar recarga de cortesia?
A energia entregue entra na conta de luz do estabelecimento: cada kWh que vai para o carro é cobrado pela distribuidora na sua tarifa. Somam-se a manutenção do carregador e, em ligação de média tensão, o efeito na demanda.
Posso cobrar pela recarga no meu estabelecimento?
Pode. A ANEEL permite a qualquer interessado fazer recarga de veículos elétricos, inclusive com fins comerciais e preço livremente negociado (Resolução Normativa nº 1.000/2021, Capítulo V).
Dá para cobrar sem pôr a equipe para atender?
Dá. Nos carregadores com pagamento no próprio equipamento, o motorista inicia a sessão e paga ali mesmo, e ninguém da equipe precisa liberar ou cobrar.
Existe meio-termo entre cortesia e cobrança?
Existe: cortesia só para quem consome, desconto para cliente, cortesia por tempo limitado ou cobrança cheia com um benefício na loja. A escolha depende do perfil de quem para no seu espaço.
