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Por Negócios6 min de leitura

Recarga para clientes: cobrar ou dar de cortesia?

A resposta curta

A recarga de cortesia vale quando traz um cliente que consome e o custo da energia cabe na margem desse consumo. Cobrar por kWh vale quando o ponto atrai gente que não é cliente ou quando a conta de luz começa a pesar. Há caminhos no meio, como cortesia só para quem consome ou desconto para cliente. A ANEEL permite cobrar a recarga com preço livremente negociado.

Para donos de hotel, restaurante, loja e centro comercial: o que a cortesia custa de verdade e como decidir.

Muito estabelecimento instala um carregador pensando em oferecer a recarga como cortesia: o cliente carrega enquanto almoça, compra ou dorme, e volta mais vezes. Às vezes funciona. Outras vezes a conta de luz sobe, a vaga passa o dia ocupada por quem não entra na loja, e o carregador vira custo. Este texto mostra o que a cortesia custa, quando ela compensa e quando cobrar faz mais sentido.

O que a cortesia custa

A recarga não é de graça para quem oferece. Ela tem três custos:

  • Energia: cada kWh que vai para o carro entra na conta de luz do estabelecimento, na tarifa que você paga à distribuidora. A conta é simples: energia entregue vezes a sua tarifa por kWh.
  • Demanda: se o estabelecimento é atendido em média tensão, a conta também cobra demanda, e um carregador rápido ligado na hora de maior consumo pode aumentar esse valor. Vale ler a sua conta com quem fez o projeto elétrico.
  • Manutenção e vaga: o carregador precisa de manutenção, e a vaga ocupada por quem só carrega é uma vaga a menos para quem vem consumir.

Antes de decidir, anote quanto o cliente que carrega costuma gastar no seu espaço e compare com o custo da energia que ele leva. Se a margem do consumo cobre a energia com folga, a cortesia se paga.

Quando a cortesia faz sentido

  • Hotel e pousada: o hóspede já pagou a diária, o carro passa a noite parado, e um carregador AC entrega a carga sem pressa. A recarga entra como parte da estadia.
  • Restaurante e loja com consumo alto por visita: quando o tíquete médio é bem maior que o custo da energia de uma recarga.
  • Lançamento: um período de cortesia ajuda a colocar o ponto no mapa, desde que a data de fim esteja clara desde o começo.

Quem dirige elétrico já sabe que a recarga grátis está ficando rara, e o motivo é justamente esse custo. O panorama do lado do motorista está em recarga grátis em eletroposto.

Quando cobrar faz mais sentido

  • O ponto atrai quem não é cliente: se o carregador aparece nos aplicativos de recarga como gratuito, ele chama motorista de fora, que carrega e vai embora.
  • A recarga é rápida DC: mais potência significa mais energia por sessão e, com ela, um custo por recarga maior.
  • A conta de luz pesa: se a energia do carregador já aparece como uma linha que preocupa, a cortesia deixou de ser detalhe.
  • O uso cresceu: o que custava pouco com dois carros por semana custa outra coisa com dez por dia.

Cobrar é permitido. Pela Resolução Normativa nº 1.000/2021, a ANEEL autoriza qualquer interessado a fazer recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preços livremente negociados (ANEEL, veículos elétricos). Referências de preço praticado no país estão em preço do kWh em eletroposto. Como a recarga vira dinheiro, de quem pode cobrar ao que faz um ponto dar lucro, está explicado no blog da Velquia: como funciona um eletroposto, da recarga ao dinheiro.

O meio-termo

Modelo Como funciona Serve para
Cortesia abertaQualquer pessoa carrega sem pagarLançamento, com data para acabar
Cortesia para clienteSó quem consome ganha a recargaHotel, restaurante, loja com tíquete alto
Desconto para clienteTodos pagam, o cliente paga menosPonto que atende público e cliente
Cobrança por kWhO motorista paga a energia que usouRecarga rápida e ponto aberto ao público

Qualquer modelo com cobrança funciona sem trabalho para a equipe quando o pagamento é feito no próprio carregador: o motorista inicia a sessão e paga ali, e ninguém precisa liberar ou cobrar. Uma regra que vale em todos: limite de tempo na vaga depois que a carga termina, para o próximo cliente conseguir carregar.

Onde a Elektro Charge entra

Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Nos nossos pontos, a energia é cobrada por kWh medido, com recibo de cada sessão, e o pagamento é feito no próprio carregador. Para quem tem o espaço, há as parcerias: você cede a vaga, e a gente instala, opera e mantém o ponto. Para quem já tem o carregador, a gestão de eletropostos inclui tarifa por horário, como a noturna, guiada pelos dados de uso.

As formas de ter um ponto no seu espaço estão comparadas em eletroposto no estacionamento. Se o seu negócio fica na estrada, veja eletroposto em hotel e restaurante de estrada.

Quer recarga no seu espaço sem pôr a equipe para cobrar?

Mande a localização e uma foto do lugar. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.

Quero um ponto no meu espaço →

Perguntas frequentes

Vale a pena oferecer recarga grátis para clientes?

Vale quando a recarga traz um cliente que consome e o custo da energia cabe na margem desse consumo. Deixa de valer quando o ponto passa a atrair quem só carrega e vai embora, ou quando a conta de luz sobe mais que o movimento.

Quanto custa dar recarga de cortesia?

A energia entregue entra na conta de luz do estabelecimento: cada kWh que vai para o carro é cobrado pela distribuidora na sua tarifa. Somam-se a manutenção do carregador e, em ligação de média tensão, o efeito na demanda.

Posso cobrar pela recarga no meu estabelecimento?

Pode. A ANEEL permite a qualquer interessado fazer recarga de veículos elétricos, inclusive com fins comerciais e preço livremente negociado (Resolução Normativa nº 1.000/2021, Capítulo V).

Dá para cobrar sem pôr a equipe para atender?

Dá. Nos carregadores com pagamento no próprio equipamento, o motorista inicia a sessão e paga ali mesmo, e ninguém da equipe precisa liberar ou cobrar.

Existe meio-termo entre cortesia e cobrança?

Existe: cortesia só para quem consome, desconto para cliente, cortesia por tempo limitado ou cobrança cheia com um benefício na loja. A escolha depende do perfil de quem para no seu espaço.

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