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Por Negócios7 min de leitura

Eletroposto em posto de combustível: o que muda na pista

A resposta curta

Um eletroposto no posto de combustível muda três coisas na pista. A vaga, porque o carro fica parado bem mais tempo que num abastecimento e não pode ocupar a bomba. O tempo do cliente, que sobra para a loja de conveniência. E o atendimento, porque o motorista inicia a recarga lendo o QR code na tela do carregador, e paga com cartão de crédito ou saldo na carteira via PIX. O posto pode ceder a vaga, investir e operar, ou investir e passar a gestão.

Para donos e gerentes de posto: onde fica a vaga, que potência pedir, o que a equipe da pista faz e como ter o ponto.

O posto de combustível já tem o que um eletroposto precisa: um lugar onde o motorista para, acesso fácil pela rua e, muitas vezes, uma loja aberta até tarde. O que muda é a dinâmica da pista. Um abastecimento dura minutos; uma recarga, bem mais. Este texto mostra o que muda na vaga, no atendimento e na conveniência quando o posto ganha um carregador, e as formas de ter um.

Por que o posto é um lugar natural para recarga

Ao descrever a primeira regra de recarga do país, de 2018, a ANEEL cita os postos de combustíveis entre os interessados em prestar o serviço. Hoje, pela Resolução Normativa nº 1.000/2021, é permitida a qualquer interessado a recarga de veículos elétricos, inclusive para exploração comercial com preços livremente negociados (ANEEL, veículos elétricos).

A rede também caminha para a recarga rápida, que é a que combina com posto. Em agosto de 2026, 38,2% dos 29.866 pontos públicos e semipúblicos do país eram DC, e o Paraná era o segundo estado da rede, com 2.513 pontos (levantamento da ABVE com a plataforma Tupi).

O que muda na pista

A vaga

O carro que carrega fica parado por dezenas de minutos. Na nossa unidade de Pinhais, por exemplo, o carregador DC de 60 kW leva de 20% a 80% em cerca de 40 minutos. Por isso a vaga fica fora da ilha de bombas, sinalizada e reservada a quem está carregando, numa posição que não trave a circulação nem a entrada da loja. Vaga ocupada por carro a combustão impede a recarga, e a sinalização é o que evita isso.

O tempo do cliente

Quem abastece paga e vai embora. Quem carrega tem tempo sobrando, e esse tempo vai para a conveniência: café, lanche, banheiro, um lugar para sentar. No Boqueirão, em Curitiba, a nossa unidade fica dentro do Auto Posto Ilha Bela, e quem carrega usa a loja de conveniência e o banheiro do próprio posto.

A equipe da pista

O frentista não precisa iniciar nem cobrar a recarga. O motorista inicia a sessão lendo o QR code na tela do carregador, e paga com cartão de crédito ou saldo na carteira via PIX. O que a equipe precisa saber é pouco: onde fica a vaga, como pedir para liberar a vaga quando um carro a combustão para nela e para quem o motorista liga se a recarga não iniciar. Esse último ponto pesa: carregador parado sem ninguém perceber pode virar avaliação ruim no perfil do posto.

O horário

Se o posto abre 24 horas, o carregador também pode abrir, e isso pesa para quem viaja à noite e para frota que roda de madrugada. A unidade do Boqueirão fica aberta 24 horas, todos os dias.

Que carregador para o posto

A parada no posto é curta, então a recarga é rápida DC. Um ponto com dois conectores atende dois carros, mas em muitos carregadores os conectores dividem a potência. É o caso do Boqueirão: um carregador DC de 80 kW com dois conectores CCS2, que entrega os 80 kW com um carro e cerca de 40 kW cada com dois plugados ao mesmo tempo. Na hora de comprar, vale perguntar como o modelo divide a potência. Quanto o tempo muda de uma potência para outra está em o que muda entre 60 e 80 kW.

Energia e segurança

  • Entrada de energia: recarga rápida pede potência, e muitos postos não têm sobra no quadro. O levantamento elétrico vem antes da escolha do carregador, e a distribuidora pode precisar fazer obra. A ABVE aponta o prazo e as condições de conexão de novas cargas como o gargalo atual do setor.
  • Projeto e vistoria: desde fevereiro de 2026 vale uma diretriz nacional dos Corpos de Bombeiros para pontos de recarga, com parâmetros de projeto e vistoria, segundo a ABVE. No posto, o projeto define também a posição da vaga em relação às áreas de abastecimento.
  • Cobertura e luz: vaga coberta e iluminada faz diferença para quem carrega à noite ou na chuva.

Três formas de ter o ponto

Como em qualquer estacionamento, o posto pode ceder a vaga para uma empresa que instala e opera o ponto, investir no carregador e operar por conta própria, ou investir e passar a operação para uma gestora. A comparação completa, com quem faz o quê em cada caso, está em eletroposto no estacionamento: três formas de ter um. Se a proposta que chegar ao posto for de franquia, o blog da Velquia lista o que a franqueadora tem de mostrar e as dez perguntas para fazer antes de assinar: franquia de eletroposto, como funciona e o que perguntar.

Se o posto já tem carregador e ele fatura pouco, as causas mais comuns e o sinal de cada uma estão em eletroposto com pouco uso. E se o seu posto fica na estrada, com restaurante ou hotel ao lado, veja também eletroposto em hotel e restaurante de estrada.

Onde a Elektro Charge entra

Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Para o posto que tem a vaga, há as parcerias: você cede a vaga, e a gente instala, opera e mantém o ponto, com parceiros de engenharia, e o suporte ao motorista é nosso, 24 horas. Para o posto que já tem eletroposto, há a gestão de eletropostos, em que a gente faz a gestão do ponto na nossa plataforma.

Quer recarga no seu posto?

Mande a localização e uma foto do lugar. A gente responde se faz sentido. E, se não fizer, também diz.

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Perguntas frequentes

Vale a pena ter eletroposto no posto de combustível?

Pode valer, porque o posto já é um lugar onde o motorista para. A conta depende do fluxo de carros elétricos na região, da energia disponível no terreno, dos eletropostos ao redor e de quem vai operar o ponto.

Onde fica a vaga do carregador no posto?

Fora da ilha de bombas, numa vaga sinalizada e só para quem está carregando. A recarga leva bem mais tempo que um abastecimento, então o carro parado não pode travar a pista nem a entrada da conveniência.

O frentista precisa atender o motorista elétrico?

Não para iniciar ou cobrar: o motorista inicia a recarga lendo o QR code na tela do carregador, e paga com cartão de crédito ou saldo na carteira via PIX. Vale a equipe saber indicar a vaga e para quem o motorista liga se a recarga não iniciar.

Que carregador usar em posto de combustível?

Recarga rápida DC, porque a parada no posto é curta. Um carregador DC com dois conectores atende dois carros, e em muitos modelos os conectores dividem a potência quando os dois estão em uso.

O posto pode cobrar pela recarga?

Pode. A ANEEL permite a qualquer interessado fazer recarga de veículos elétricos, inclusive com fins comerciais e preço livremente negociado (Resolução Normativa nº 1.000/2021, Capítulo V).

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