Quanto custa instalar um eletroposto: o que entra na conta
A resposta curta
Não existe preço de tabela, porque o carregador é só uma parte da conta. Entram também a obra elétrica até a vaga, a entrada de energia, a eventual obra da distribuidora, o projeto, a vistoria e a preparação da vaga. O item que mais varia é a energia: pela regra geral da ANEEL, um imóvel com mais de 75 kW de carga instalada é ligado em média tensão. Por isso o orçamento confiável começa pelo levantamento elétrico.
O carregador é a parte visível do orçamento. A energia que chega até ele costuma decidir o resto. O que entra na conta, o que muda o valor e como pedir orçamentos comparáveis.
A pergunta "quanto custa um eletroposto" costuma vir com o preço de um carregador na cabeça. O carregador é a parte visível. A energia que precisa chegar até ele, a obra e o que a distribuidora pede para ligar o ponto podem pesar tanto quanto o equipamento, e variam de um imóvel para outro. Este texto mostra o que entra no orçamento, o item que mais muda a conta e como pedir orçamentos que dá para comparar.
Por que não existe preço de tabela
Dois eletropostos com o mesmo carregador podem custar muito diferente. Num imóvel, sobra potência no quadro e o cabo até a vaga é curto. No outro, a entrada de energia não aguenta a carga nova e a distribuidora precisa fazer obra na rede. O equipamento é igual; a conta, não.
Por isso a ordem certa é ao contrário da intuição: primeiro o levantamento da instalação elétrica, depois o tamanho do carregador. A potência possível sai da energia disponível, e o custo de obra sai da distância entre essa energia e a vaga.
O que entra no orçamento
1. O carregador
O preço acompanha a potência e o tipo de recarga. Um carregador rápido em corrente contínua (DC) custa bem mais que um carregador AC, e faz sentido onde a parada é curta. Para o ponto aberto ao público, há uma exigência a conferir antes da compra: pela Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL (art. 552), equipamento de recarga que não seja de uso exclusivamente privado deve ser compatível com protocolos abertos de domínio público para comunicação e para supervisão e controle remotos. É isso que permite ligar o carregador a uma plataforma de gestão. Pergunte ao fornecedor qual protocolo o modelo usa.
2. A instalação interna
Cabos, quadro, proteções e o caminho do cabo até a vaga, com valas ou eletrodutos. Quanto maior a distância entre o quadro e a vaga, maior essa parte. Pela REN 1.000/2021 (art. 98), as instalações internas são do consumidor.
3. A entrada de energia e a ligação com a distribuidora
Se o imóvel não tem potência sobrando, é preciso aumentar a carga, trocar a entrada de energia ou pedir uma conexão nova. O consumidor paga as instalações do ponto de conexão e, quando houver, uma participação financeira nas obras de responsabilidade da distribuidora, calculada pela regra da norma (art. 98). É o item que mais varia, e por isso tem uma seção só para ele logo abaixo.
4. O projeto e a vistoria
O projeto elétrico, assinado por um responsável técnico, é o que a distribuidora e os órgãos de segurança analisam. Desde o fim de fevereiro de 2026 está em vigor uma diretriz nacional dos Corpos de Bombeiros para pontos de recarga, com parâmetros de projeto e vistoria, segundo o levantamento da ABVE com a plataforma Tupi. Some também alvará e exigências do município, que variam de cidade para cidade.
5. A vaga
Piso, pintura e sinalização, proteção do carregador contra batida, iluminação e, se fizer sentido, cobertura. Parece detalhe, mas é o que o motorista vê primeiro, e um ponto difícil de achar ou desconfortável perde para o vizinho.
O item que mais muda a conta: a energia
A regra da ANEEL muda de faixa numa potência que um carregador rápido alcança sozinho. Pela REN 1.000/2021 (art. 23), a unidade consumidora com carga instalada de até 75 kW é ligada, em regra, em baixa tensão (Grupo B). Acima de 75 kW, com demanda contratada de até 2.500 kW, a ligação é no Grupo A, em média tensão. A norma recebe atualizações: vale a versão vigente, que se confere no site da ANEEL. Um carregador DC de 80 kW já passa sozinho do limite da baixa tensão.
Passar para o Grupo A costuma significar instalações de entrada próprias para média tensão e um contrato de demanda com a distribuidora, que aparece na conta todo mês. A norma tem exceções e a distribuidora define o enquadramento no caso concreto, por isso essa é a primeira pergunta do levantamento elétrico.
Duas regras da mesma resolução ajudam a não pagar no escuro:
- O orçamento da distribuidora é gratuito e obrigatório em conexão nova e em aumento da potência demandada (arts. 63 e 64). Ele traz as condições, os custos e os prazos da ligação.
- A distribuidora não pode cobrar no orçamento custos de administração, engenharia, projeto, topografia ou fiscalização das obras que são dela (art. 98, § 4º).
Peça esse orçamento cedo. Ele transforma o maior ponto de interrogação da conta num número. As etapas e os prazos estão em como instalar um eletroposto.
Os custos que voltam todo mês
O investimento se paga uma vez. Estes ficam na conta enquanto o ponto existir:
- A energia que o carregador entrega, que é o maior deles. Créditos de geração solar são um caminho para baixar esse custo (veja energia solar para eletroposto).
- A demanda contratada, se o ponto for ligado no Grupo A.
- A plataforma e a conexão de internet do carregador, sem as quais não há cobrança nem monitoramento.
- A manutenção do equipamento e da vaga.
- A operação: acompanhar o ponto, atender o motorista e conferir o repasse do meio de pagamento, seja feito por você ou por uma empresa.
É desse lado que está a margem de cada sessão. A fórmula que junta receita e custos está em quanto rende um eletroposto. Para saber em quanto tempo o investimento volta, a conta do payback está passo a passo no blog da Velquia, com um exemplo ilustrativo: payback de eletroposto, em quanto tempo o investimento volta.
Como pedir orçamentos que dá para comparar
Orçamento de eletroposto que traz só o preço do carregador não se compara com outro que inclui a obra. Peça que cada proposta responda às mesmas perguntas:
- Qual a potência do carregador e quantos conectores, de que tipo?
- O preço inclui a instalação interna até a vaga, com a distância considerada?
- Quem faz o projeto elétrico e quem cuida do pedido à distribuidora?
- A proposta considera aumento de carga ou mudança para média tensão? Com base em quê?
- Qual protocolo de comunicação o carregador usa?
- Qual a garantia do equipamento e quem atende quando ele parar?
- Qual o prazo, contando com o prazo da distribuidora?
Quando o custo não fecha
Se a obra para levar energia até a vaga custa mais do que o movimento esperado paga, a conta está dando um aviso. Antes de desistir, vale testar outra vaga no mesmo imóvel, um carregador de potência menor ou outro local. As perguntas que decidem se o ponto se paga estão em eletroposto vale a pena?. E quem tem o espaço e prefere não investir pode ceder a vaga para uma empresa que instala e opera o ponto, como nas parcerias da Elektro Charge.
Onde a Elektro Charge entra
Na nossa rede já foram mais de 4.300 recargas e mais de 100.000 kWh entregues. Para quem quer montar o próprio ponto, a consultoria de viabilidade analisa o local, a potência disponível, o custo e o retorno antes de você investir.
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Fale com a gente →Perguntas frequentes
Quanto custa instalar um eletroposto?
Depende do carregador, da energia disponível no imóvel e da obra para levá-la até a vaga. Além do equipamento, entram a instalação interna, a entrada de energia, a eventual participação na obra da distribuidora, o projeto, a vistoria e a preparação da vaga. O orçamento confiável sai depois do levantamento elétrico.
A distribuidora cobra pelo orçamento da ligação?
Não. Pela Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL, a distribuidora deve elaborar e fornecer gratuitamente o orçamento prévio da conexão, com condições, custos e prazos. Ele é obrigatório em conexão nova e em aumento da potência demandada.
O que muda quando o eletroposto passa de 75 kW?
Pela regra geral da REN 1.000/2021 (art. 23), a unidade consumidora com carga instalada acima de 75 kW é ligada no Grupo A, em média tensão. Isso costuma pedir instalações próprias de entrada e contrato de demanda com a distribuidora, e pesa no orçamento e no custo mensal.
Quem paga a obra da rede da distribuidora?
Pela REN 1.000/2021 (art. 98), o consumidor paga as instalações internas, as do ponto de conexão e, quando houver, uma participação financeira nas obras de responsabilidade da distribuidora, calculada pela regra da norma. A distribuidora não pode incluir no orçamento custos de engenharia, projeto ou administração das obras dela.
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Sim. Na consultoria de viabilidade analisamos o local, a potência disponível, o custo e o retorno antes de você investir.
